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quinta-feira, 9 de junho de 2011

A vida! A maior empresa do mundo


“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que a minha  vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um Castelo…”
(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

“Um Livro”













A vida é como um livro...
Paginas como dias de vida;
Capítulos como os anos dela;
Textos e contextos bem ou mal avaliados por aqueles que conhecem a sua história.
Alguns caros outros baratos.
Alguns agregam valores outros os tirando de seus leitores.
Uns duram por toda uma vida outros consumidos pelo mofo, traça ou mesmo são abandonados no meio do caminho.
Outros são tão importantes para as pessoas que são impressos por diversas vezes.
Como sempre, a capa chama atenção, mas o importante é o seu conteúdo.
Jheff Toddy

JOSÉ















E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,

seu terno de vidro, sua incoerência,
seu ódio - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, pra onde?


Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 3 de maio de 2011

Escrevo o que Conto

O que escrevo o que conto
Sabe - lá interpretar
Meio louco meio escuro
Só de atos e promessas
Acovarda – se se amedronta
Não acredita não em si.

O que conto o que escrevo
Vem da alma vem de mim
Se não sabes o que queres
Onde esta ô cadê?
Tu aceita ES forçado
Assim não mudarás.

Escrevo o que conto
Abro os olhos abra os seus
Não esquece o pensamento
O conhecer não vem com vento.